
A Câmara Municipal de Sines organiza, dias 26, 27 e 28 de Junho, no Centro de Artes, a segunda edição do festival SINES EM JAZZ. Filipe Raposo Trio, Mikado Lab, Sexteto Paulo Perfeito, Carlos Barretto Trio, LopesLaneFoni, Vânia Fernandes & Júlio Resende e Zé Eduardo Unit são os sete espectáculos programados para o evento.
QUINTA-FEIRA, 26 DE JUNHO
O festival começa, quinta-feira, 26 de Junho, às 22h00, no Auditório do Centro de Artes de Sines, com o Filipe Raposo Trio e o surpreendente projecto do baterista Marco Franco, Mikado Lab.
Além do seu projecto a solo ou em trio, Filipe Raposo tem colaborado musicalmente, como interprete ou produtor musical/orquestrador, em diversos projectos. Participou também na área do cinema em filmes, como “Crime do padre Amaro” e “Odete”, e é pianista acompanhador da Cinemateca Portuguesa. Vem a Sines na companhia de Yuri Daniel, no baixo, e Vicky, na bateria.
Mikado Lab é um projecto do baterista e compositor Marco Franco formado em 2006 e com um disco gravado (“Baligo”). Em 17 de Fevereiro, Ben Ratliff escreveu sobre Mikado Lab no New York Times: “Esta inteligente a alerta banda de Lisboa traça um círculo largo ligando o rock, o jazz e a música electrónica, mas com economia e sentido do divertimento suficientes para não perder o norte”. A formação inclui Marco Franco (bateria e electrónica), Ana Araújo (teclas e electrónica) e Pedro Gonçalves (baixo).
Depois dos concertos no Auditório, às 00h30, realiza-se uma jam session na esplanada junto à "Casa Preta" do Centro de Artes.
SEXTA-FEIRA, 27 DE JUNHO
Uma das formações mais importantes do jazz português, Carlos Barretto Trio, um grupo que demonstra a pujança da nova geração de músicos, Sexteto Paulo Perfeito, e o projecto original LopesLaneFoni preenchem a segunda noite do Sines em Jazz.
Às 22h00, no Auditório, toca o Sexteto Paulo Perfeito. Formado em 1998 por músicos da Orquestra de Jazz de Matosinhos, o Sexteto Paulo Perfeito desde cedo assumiu uma filosofia de criatividade adoptando um repertório fundamentalmente constituído por temas originais dos seus elementos. Com inspiração no projecto Composers Workshop de Charles Mingus, foi criada uma oficina onde os intervenientes exploram os seus próprios recursos composicionais num ambiente de cooperação e criatividade. Integram o sexteto, além do trombone de Paulo Perfeito, os saxofones e clarinete de Rui Teixeira, o trompete e fliscórdio de Rogério Ribeiro, o piano de Carlos Azevedo, o contrabaixo de Filipe Teixeira e a bateria de Acácio Cardoso.
Segue-se o Carlos Barretto Trio, com Carlos Barretto (contrabaixo), Mário Delgado (guitarra eléctrica) e José Salgueiro (bateria e percussões). Formado na vanguarda do jazz português, desde a sua formação em 1997, surge com “Suite da Terra”, nome do álbum de estreia do grupo, apostado em explorar a fusão entre melodias e ritmos de raiz tradicional portuguesa e a música improvisada, assim como elementos do rock e sabores africanos ou orientais. Confirmada a "portugalidade" que o colocou no primeiro plano do jazz nacional, o seu trabalho evoluiria para uma linguagem mais universal e próxima das novas correntes europeias da música improvisada, com “Silêncios”, “Radio Song” e “Lokomotiv”.
Às 00h30, na esplanada do Centro de Artes actua o trio LopesLaneFoni, um trio de jazz que junta o guitarrista português Luís Lopes a dois músicos de topo norte-americanos, Adam Lane e Igal Foni, respectivamente contrabaixista e baterista. Apresentam-se no Sines em Jazz em ano de lançamento, pela editora “Clean Feed”, do seu primeiro álbum, com composições integralmente criadas por Luís Lopes.
SÁBADO, 28 DE JUNHO
No último dia do Sines em Jazz 2008 a palavra de ordem é “jazzar” outros géneros de música.
A noite começa às 22h00, no Auditório do Centro de Artes, com Vânia Fernandes & Júlio Resende "Cumplicidade". Formado em 2005, este projecto assenta na empatia entre a cantora Vânia Fernandes e o pianista Júlio Resende. Em 2007, Vânia aventura-se pelos meandros televisivos, saindo vitoriosa da última edição da Operação Triunfo e Festival da Canção, enquanto Júlio Resende grava com o seu quarteto o primeiro álbum “Da Alma”. Agora, a “cumplicidade” entre os dois volta a acender-se, explorando e reinventando temas de jazz, mas também oriundos da pop, do fado, da bossa-nova, do funk e de outros géneros. Além de Vânia e Júlio, integram a formação o contrabaixista João Custódio e o baterista João Rijo.
A Zé Eduardo Unit, trio liderado por Zé Eduardo (contrabaixo), com Jesus Santandreu (sax tenor) e Bruno Pedroso (bateria), apresenta o espectáculo “A Jazzar É Que a Gente Se Entende”, que reflecte o trabalho desenvolvido desde 2002 na reinvenção em linguagem jazz de temas musicais que fazem parte do imaginário colectivo. Como o nome indica, a base do espectáculo é a série de álbuns “A Jazzar”, todos eles calorosamente recebidos pela crítica nacional e internacional: “A Jazzar nos Cartoons” (versões de temas de desenhos animados, como “A Abelha Maia” e “Dartacão), “A Jazzar no Cinema Português” (temas como “Cantiga da Rua”, de Milú, ou “Se Eu Fosse um Dia o Teu Olhar”, de Pedro Abrunhosa) e “A Jazzar no Zeca” (versões de temas de Zeca Afonso).
Depois dos concertos no Auditório, às 00h30, realiza-se uma jam session na esplanada junto à "Casa Preta" do Centro de Artes.
BILHETES
Os concertos no Auditório do Centro de Artes de Sines custam 5 euros por noite. O concerto e as jam sessions na esplanada são de entrada livre.
Reservas: 269 860 080.
MAIS INFORMAÇÕES
www.centrodeartesdesines.com.pt
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