O cancelamento do concerto dos Kasaï Allstars deve-se à não obtenção de visto de entrada na Europa.
A ausência dos Antibalas é motivada pelo incumprimento do compromisso assumido pelo agente europeu da banda.
Embora alheia aos factos que as motivaram, a organização do Festival Músicas do Mundo pede desculpa aos espectadores pelas alterações registadas no programa anteriormente anunciado.
Os novos grupos
Com a ausência dos Kasaï Allstars, a noite de 23 de Julho (quarta-feira), no Castelo, ganha um novo protagonista, o italiano Vinicio Capossela, uma das maiores figuras da música italiana contemporânea.
Nascido na Alemanha, em 1965, mas residente em Milão desde muito cedo, Vinicio é, desde 1990, quando lançou o disco de estreia "All'Una E Trentacinque Circa", um cantautor de referência, comparado a Paolo Conte e Tom Waits pela voz rouca, pelo "pathos" criativo e pela capacidade comovente de nos fazer encontrar com a verdade do lado menos luminoso da experiência humana.
Depois de no início da sua carreira se ter interessado pela estética underground norte-americana (Kerouac, Bukowski e, sobretudo, Waits), a partir do quarto álbum deixa-se fascinar pelo som e mistério do imaginário rural italiano, no modo "pasoliniano".
Incorporando influências de géneros com o tango, os blues, a rebetica, a morna ou o cabaret, Capossela venceu, com o seu último disco, “Ovunque Proteggi”, o prémio Tenco para melhor álbum do ano 2006. Em Sines, realiza um concerto com muitas surpresas.
A entrada de Vinicio no programa do dia obriga a um rearranjo do alinhamento dos concertos no Castelo no dia 23, que passa a ser: Waldemar Bastos (21h30), Vinicio Capossela (23h00) e Justin Adams & Juldeh Camara (00h30).

No lugar da orquestra Antibalas, sábado, dia 26 de Julho, às 2h30, na Avenida Vasco da Gama, actua um trio de luxo da música norte-americana, Jean-Paul Bourelly meets Melvin Gibbs & Will Calhoun.
Jean-Paul Bourelly é um dos melhores guitarristas de blues contemporâneos, com um som eléctrico e fortes aproximações ao funk e ao rock. Também cantor, Bourelly já trabalhou com músicos como Miles Davis, no álbum “Amandla”, e Vernon Reid, dos Living Colour.
É precisamente desta banda pioneira do rock negro que chega Will Calhoun, eleito por várias revistas da especialidade o melhor baterista do mundo. A sua bateria poderosa tem dado coração rítmico a grandes nomes, do rapper Mos Def a B. B. King.
Se Calhoun foi considerado o melhor baterista do mundo, Melvin Gibbs, terceiro elemento do grupo, foi eleito o melhor baixista. O seu baixo lendário tem um historial de quase 200 discos de diferentes géneros.
1 comentário:
Obrigado, Organização do FMM!
Obrigado!
Enviar um comentário